Ordo

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Oração da Manhã

IARB - 1662 · Tempo Comum

O texto abaixo é atualizado diariamente e preparado diretamente a partir desta edição do Livro de Oração.

¶ Ao início da Oração Matutina, o Ministro lerá em alta voz uma ou mais das seguintes Sentenças das Escrituras. Em seguida, dirá o que se segue a elas.

Os sacrifícios para Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, tu não desprezarás.

Salmo 51:17

Caríssimos irmãos, as Escrituras nos orientam, em muitas passagens, a reconhecer e confessar nossos muitos pecados e iniquidades e que não os devemos dissimulá-los nem ocultá-los perante a face de Deus Todo-Poderoso, nosso Pai celestial, mas confessá-los com coração humilde, contrito, penitente e obediente, de modo que obtenhamos o seu perdão, por sua infinita bondade e misericórdia. Embora nós devamos em todo tempo reconhecer humildemente os nossos pecados perante Deus, devemos principalmente fazê-lo quando nos reunimos e nos encontramos para render-lhe graças pelos grandes benefícios que recebemos de suas mãos, para manifestar o louvor de que é mui digno, e ouvir sua santíssima Palavra, e para pedir pelas coisas que se fazem necessárias e de que carecemos, tanto para o corpo como para a alma. De modo que vos rogo e vos imploro, a tantos quantos se fazem aqui presentes, que me acompanhem, com coração puro e voz humilde, ao trono da graça celestial, dizendo comigo:

¶ Uma Confissão geral será dita por toda a congregação, com o Ministro, estando todos de joelhos:

DEUS Todo-Poderoso e Pai de misericórdia, nós erramos e nos desviamos de teus caminhos qual ovelhas perdidas; seguimos por demais os desígnios e desejos de nossos próprios corações; transgredimos tuas santas leis; deixamos de fazer o que deveríamos ter feito, e temos feito o que não deveríamos fazer; não há nada em nós que seja são. Tem, porém, ó Senhor, misericórdia de nós, miseráveis pecadores. Poupa aqueles, ó Deus, que confessam a sua culpa; restaura a quantos se fazem penitentes, segundo as tuas promessas declaradas à humanidade em Cristo Jesus, Nosso Senhor. E concede, ó misericordiosíssimo Pai, por amor dele, vivermos doravante uma vida santa, justa e sóbria, para a glória de teu santo Nome. Amém

¶ A Absolvição, ou Remissão dos pecados, a ser pronunciada apenas pelo Presbítero, este de pé, estando o povo ainda de joelhos:

Deus Todo-Poderoso, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que não deseja a morte do pecador, mas antes, que se converta de sua iniquidade e viva; concedeu poder e mandamento a seus Ministros para declarar e pronunciar a seu povo, estando arrependido, a absolvição e remissão de seus pecados. Ele perdoa e absolve a todos que verdadeiramente se arrependem, e sinceramente creem em seu santo Evangelho. Portanto, suplicamos-Te que nos conceda seu Espírito Santo e um verdadeiro arrependimento, de modo que tudo quanto fazemos neste momento lhe seja agradável, para que o restante de nossas vidas seja puro e santo, e que afinal possamos chegar ao seu eterno gozo, por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

¶ O povo responde aqui e ao final de todas as orações, Amém

¶ Então o Ministro deve se ajoelhar e dizer a Oração do Senhor: o povo também se ajoelhando e repetindo-o com ele, tanto aqui como em qualquer outro lugar que seja usado no Serviço Divino.

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome, vem a nós o teu reino, seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, e não nos deixe cair em tentação, mas livrai-nos do mal. [Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.] Amém.

¶ Então, dir-se-á:

¶ Ministro

Abre, Senhor, os nossos lábios.

¶ Resposta

E nossa boca manifestará o teu louvor.

¶ Ministro

Senhor, apresa-te em nos salvar.

¶ Resposta

Dá-te pressa, Senhor, em socorrer-nos.

¶ Pondo-se todos de pé, dir-se-á:

¶ Ministro

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo;

¶ Resposta

Como era no princípio, é hoje e para sempre, eternamente. Amém.

¶ Ministro

Louvai ao Senhor.

¶ Resposta

Louvado seja o Nome do Senhor.

Venite, exultemus Domino. Salmo 95

Vinde, cantemos ao Senhor, com júbilo* Celebremos o Rochedo da nossa salvação. Saiamos ao seu encontro, com ações de graças,* Vitoriemo-lo com salmos. Porque o SENHOR é o Deus supremo* E o grande Rei acima de todos os deuses. Nas suas mãos estão as profundezas da terra,* E as alturas dos montes lhe pertencem. Dele é o mar, pois ele o fez;* Obra de suas mãos, os continentes. Vinde, adoremos e prostremo-nos,* Ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. Ele é o nosso Deus,* E nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração,* Como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto, Quando vossos pais me tentaram,* Pondo-me à prova, não obstante terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos, estive desgostoso com essa geração e disse:* É povo de coração transviado, não conhece os meus caminhos. Por isso, jurei na minha ira:* Não entrarão no meu descanso. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo;* Como era no princípio, é hoje e para sempre, eternamente. Amém..

35, 36

D1efende-me, SENHOR, dos que me acusam; luta contra os que lutam comigo.

2Toma os escudos, o grande e o pequeno; levanta-te e vem socorrer-me.

3Empunha a lança e o machado de guerra contra os meus perseguidores. Dize à minha alma: “Eu sou a sua salvação”.

4Sejam humilhados e desprezados os que procuram matar-me; retrocedam envergonhados aqueles que tramam a minha ruína.

5Que eles sejam como a palha ao vento, quando o anjo do SENHOR os expulsar;

6seja a vereda deles sombria e escorregadia, quando o anjo do SENHOR os perseguir.

7Já que, sem motivo, prepararam contra mim uma armadilha oculta e, sem motivo, abriram uma cova para mim,

8que a ruína lhes sobrevenha de surpresa: sejam presos pela armadilha que prepararam, caiam na cova que abriram, para a sua própria ruína.

9Então a minha alma exultará no SENHOR e se regozijará na sua salvação.

10Todo o meu ser exclamará: “Quem se compara a ti, SENHOR? Tu livras os necessitados daqueles que são mais poderosos do que eles, livras os necessitados e os pobres daqueles que os exploram.”

11Testemunhas maldosas enfrentam-me e questionam-me sobre coisas de que nada sei.

12Elas me retribuem o bem com o mal e procuram tirar-me a vida.

13Contudo, quando estavam doentes, usei vestes de lamento, humilhei-me com jejum e recolhi-me em oração.

14Saí vagueando e pranteando, como por um amigo ou por um irmão. Eu me prostrei enlutado, como quem lamenta por sua mãe.

15Mas, quando tropecei, eles se reuniram alegres; sem que eu o soubesse, ajuntaram-se para me atacar. Eles me agrediram sem cessar.

16Como ímpios caçoando do meu refúgio, rosnaram contra mim.

17Senhor, até quando ficarás olhando? Livra-me dos ataques deles, livra a minha vida preciosa desses leões.

18Eu te darei graças na grande assembleia; no meio da grande multidão te louvarei.

19Não deixes que os meus inimigos traiçoeiros se divirtam à minha custa; não permitas que aqueles que sem razão me odeiam troquem olhares de desprezo.

20Não falam pacificamente, mas planejam acusações falsas contra os que vivem tranquilamente na terra.

21Com a boca escancarada, riem de mim e me acusam: “Nós vimos! Sabemos de tudo!”

22Tu viste isso, SENHOR! Não fiques calado. Não te afastes de mim, Senhor,

23Acorda! Desperta! Faze-me justiça! Defende a minha causa, meu Deus e Senhor.

24SENHOR, meu Deus, tu és justo; faze-me justiça para que eles não se alegrem à minha custa.

25Não deixes que pensem: “Ah! Era isso que queríamos!” nem que digam: “Acabamos com ele!”

26Sejam humilhados e frustrados todos os que se divertem à custa do meu sofrimento; cubram-se de vergonha e desonra todos os que se acham superiores a mim.

27Cantem de alegria e regozijo todos os que desejam ver provada a minha inocência e sempre repitam: “O SENHOR seja engrandecido! Ele tem prazer no bem-estar do seu servo”.

28Minha língua proclamará a tua justiça e o teu louvor o dia inteiro.

1Há no meu íntimo um oráculo a respeito da maldade do ímpio: Aos seus olhos é inútil temer a Deus.

2Ele se acha tão importante, que não percebe nem rejeita o seu pecado.

3As palavras da sua boca são maldosas e traiçoeiras; abandonou o bom senso e não quer fazer o bem.

4Até na sua cama planeja maldade; nada há de bom no caminho a que se entregou, e ele nunca rejeita o mal.

5O teu amor, SENHOR, chega até os céus; a tua fidelidade até as nuvens.

6A tua justiça é firme como as altas montanhas; as tuas decisões, insondáveis como o grande mar. Tu, SENHOR, preservas tanto os homens quanto os animais.

7Como é precioso o teu amor, ó Deus! Os homens encontram refúgio à sombra das tuas asas.

8Eles se banqueteiam na fartura da tua casa; tu lhes dás de beber do teu rio de delícias.

9Pois em ti está a fonte da vida; graças à tua luz, vemos a luz.

10Estende o teu amor aos que te conhecem; a tua justiça, aos que são retos de coração.

11Não permitas que o arrogante me pisoteie nem que a mão do ímpio me faça recuar.

12Lá estão os malfeitores caídos, lançados ao chão, incapazes de levantar-se!

¶ Ministro

Glória seja ao Pai e ao Filho:* e ao Espírito Santo;

¶ Resposta

Como era no princípio, é hoje e para sempre:* Eternamente. Amém.

¶ Então será lida, de forma distinta e com voz audível, a primeira Leitura, retirada do Antigo Testamento, conforme determinada no Calendário (pag. XXXVI), exceto quando há Leituras próprias determinadas (pag. XXXII). O Leitor estará de pé em lugar e em posição em que possa ser ouvido por todos os presentes. Em seguida, será dito ou entoado na língua do povo o Hino chamado Te Deum Laudamus, diariamente, por todo o ano.

¶ Note-se que, antes de cada Leitura, o Ministro dirá: Aqui começa o Verso do Capítulo 9, do Livro Amós. E, depois da leitura, dirá: Aqui termina a Primeira, ou a Segunda Leitura.

V1i o Senhor junto ao altar, e ele disse: “Bata no topo das colunas para que tremam os umbrais. Faça que elas caiam sobre todos os presentes; e os que sobrarem matarei à espada. Ninguém fugirá, ninguém escapará.

2Ainda que escavem até às profundezas , dali a minha mão irá tirá-los. Se subirem até os céus, de lá os farei descer.

3Mesmo que se escondam no topo do Carmelo, lá os caçarei e os prenderei. Ainda que se escondam de mim no fundo do mar, ali ordenarei à serpente que os morda.

4Mesmo que sejam levados ao exílio por seus inimigos, ali ordenarei que a espada os mate. Vou vigiá-los para lhes fazer o mal e não o bem”.

5Quanto ao Senhor, o SENHOR dos Exércitos, ele toca na terra, e ela se derrete, e todos os que nela vivem pranteiam; ele ergue toda a terra como o Nilo, e depois a afunda como o ribeiro do Egito.

6Ele constrói suas câmaras altas , e firma a abóbada sobre a terra; ele reúne as águas do mar e as espalha sobre a superfície da terra. SENHOR é o seu nome.

7“Vocês, israelitas, não são para mim melhores do que os etíopes ”, declara o SENHOR. “Eu tirei Israel do Egito, os filisteus de Caftor e os arameus de Quir.

8“Sem dúvida, os olhos do SENHOR, o Soberano, se voltam para este reino pecaminoso. Eu o varrerei da superfície da terra, mas não destruirei totalmente a descendência de Jacó”, declara o SENHOR.

9“Pois darei a ordem e sacudirei a nação de Israel entre todas as nações, tal como o trigo é abanado numa peneira, e nem um grão cai na terra.

10Todos os pecadores que há no meio do meu povo morrerão à espada, todos os que dizem: ‘A desgraça não nos atingirá nem nos encontrará’.

11“Naquele dia, levantarei a tenda caída de Davi. Consertarei o que estiver quebrado, e restaurarei as suas ruínas. Eu a reerguerei, para que seja como era no passado,

12para que o meu povo conquiste o remanescente de Edom e todas as nações que me pertencem”, declara o SENHOR, que realizará essas coisas.

13“Dias virão”, declara o SENHOR, “em que a ceifa continuará até o tempo de arar, e o pisar das uvas até o tempo de semear. Vinho novo gotejará dos montes e fluirá de todas as colinas.

14Trarei de volta Israel, o meu povo exilado, eles reconstruirão as cidades em ruínas e nelas viverão. Plantarão vinhas e beberão do seu vinho; cultivarão pomares e comerão do seu fruto.

15Plantarei Israel em sua própria terra, para nunca mais ser desarraigado da terra que lhe dei”, diz o SENHOR, o seu Deus.

Te Deum laudamus.

A ti, ó Deus louvamos, E por nosso Senhor te confessamos! A ti, ó Pai da Eternidade, adora toda a terra; A ti, querubins e serafins proclamam sem cessar; “Santo! Santo! Santo! Senhor Deus dos Exércitos! Os céus e a terra estão cheios Da majestade da sua glória!” A ti, o glorioso coro apostólico louva; A ti, a congregação dos profetas louva; A ti, o nobre exército dos mártires louva; A santa Igreja reconhece por toda a terra a ti: Ao Deus Pai, infinito Dominador! E ao teu venerável, vero e único Filho, E ao Santo Espírito, Consolador. Tu és Rei da glória, ó Jesus! Tu és o sempiterno Filho de Deus! Quando vieste resgatar os homens, Não te escusaste a nascer do ventre da virgem! Quando venceste a morte e seu aguilhão, Logo abriste a teus servos As portas do reino dos céus. Estás sentado à destra de Deus No trono Onipotente. Cremos que voltarás e aqui serás Juiz. Portanto, nós, remidos com teu sangue, Suplicamos teu auxílio! Nós, que já estamos alistados com teus santos Na glória eterna. Senhor, guarda o povo e abençoa-nos. Reina e guarda-nos para sempre. Noite e dia te adoramos E glorificamos teu nome sem par Senhor, concede que hoje Nós vençamos o pecado! Eterno e bondoso Pai, compadece-te de nós! Concede-nos a tua misericórdia, Pois confiamos e esperamos em ti. Senhor! Em ti, em ti eu espero; Nunca eu seja, nunca eu seja confundido. Amém

¶ Então será lida, da mesma forma que a Primeira, a Segunda Leitura, extraída do Novo Testamento. Após, será entoado o seguinte Hino, exceto quando ele é o texto apontado para a leitura no dia ou para o Evangelho do Dia de São João Batista.

¶ Note-se que, antes de cada Leitura, o Ministro dirá: Aqui começa o Verso do Capítulo 8, do Livro Mateus. E, depois da leitura, dirá: Aqui termina a Primeira, ou a Segunda Leitura.

Q1uando ele desceu do monte, grandes multidões o seguiram.

2Um leproso , aproximando-se, adorou-o de joelhos e disse: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me!”

3Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Quero. Seja purificado!” Imediatamente ele foi purificado da lepra.

4Em seguida Jesus lhe disse: “Olhe, não conte isso a ninguém. Mas vá mostrar-se ao sacerdote e apresente a oferta que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho”.

5Entrando Jesus em Cafarnaum, dirigiu-se a ele um centurião, pedindo-lhe ajuda.

6E disse: “Senhor, meu servo está em casa, paralítico, em terrível sofrimento”.

7Jesus lhe disse: “Eu irei curá-lo”.

8Respondeu o centurião: “Senhor, não mereço receber-te debaixo do meu teto. Mas dize apenas uma palavra, e o meu servo será curado.

9Pois eu também sou homem sujeito à autoridade e com soldados sob o meu comando. Digo a um: Vá, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem. Digo a meu servo: Faça isto, e ele faz”.

10Ao ouvir isso, Jesus admirou-se e disse aos que o seguiam: “Digo a vocês a verdade: Não encontrei em Israel ninguém com tamanha fé.

11Eu digo que muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no Reino dos céus.

12Mas os súditos do Reino serão lançados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.

13Então Jesus disse ao centurião: “Vá! Como você creu, assim acontecerá!” Na mesma hora o seu servo foi curado.

14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama, com febre.

15Tomando-a pela mão, a febre a deixou, e ela se levantou e começou a servi-lo.

16Ao anoitecer foram trazidos a ele muitos endemoninhados, e ele expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os doentes.

17E assim se cumpriu o que fora dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”.

18Quando Jesus viu a multidão ao seu redor, deu ordens para que atravessassem para o outro lado do mar.

19Então, um mestre da lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei por onde quer que fores”.

20Jesus respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”.

21Outro discípulo lhe disse: “Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai”.

22Mas Jesus lhe disse: “Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos”.

23Entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram.

24De repente, uma violenta tempestade abateu-se sobre o mar, de forma que as ondas inundavam o barco. Jesus, porém, dormia.

25Os discípulos foram acordá-lo, clamando: “Senhor, salva-nos! Vamos morrer!”

26Ele perguntou: “Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé?” Então ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se completa bonança.

27Os homens ficaram perplexos e perguntaram: “Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

28Quando ele chegou ao outro lado, à região dos gadarenos , foram ao seu encontro dois endemoninhados, que vinham dos sepulcros. Eles eram tão violentos que ninguém podia passar por aquele caminho.

29Então eles gritaram: “Que queres conosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do devido tempo?”

30A certa distância deles estava pastando uma grande manada de porcos.

31Os demônios imploravam a Jesus: “Se nos expulsas, manda-nos entrar naquela manada de porcos”.

32Ele lhes disse: “Vão!” Eles saíram e entraram nos porcos, e toda a manada atirou-se precipício abaixo, em direção ao mar, e morreu afogada.

33Os que cuidavam dos porcos fugiram, foram à cidade e contaram tudo, inclusive o que acontecera aos endemoninhados.

34Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus, e, quando o viram, suplicaram-lhe que saísse do território deles.

Benedictus. São Lucas 1.68-79

Bendito seja o Senhor, Deus de Israel:* Porque nos visitou e redimiu o seu povo, E nos suscitou plena e poderosa salvação* Na casa de Davi, seu servo, Como prometera, desde a antigüidade,* Por boca dos seus santos Profetas, Para nos libertar dos nossos inimigos* E da mão de todos os que nos odeiam; Para usar de misericórdia com os nossos pais* E lembrar-se de sua santa aliança E do juramento que fez a Abraão, nosso pai,* De conceder-nos que, Livres da mão de inimigos,* O adorássemos sem temor, Em santidade e justiça perante ele,* Todos os nossos dias. Tu, menino, serás chamado Profeta do Altíssimo.* Porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, Para dar ao seu povo conhecimento da salvação,* No redimi-lo do seus pecados. Graças à entranhável misericórdia de nosso Deus,* Pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, Para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte* E dirigir nossos pés pelo caminho da paz. Glória seja ao Pai e ao Filho:* E ao Espírito Santo; Como era no princípio, é hoje e para sempre:* Eternamente. Amém.

¶ Então será dito ou cantado o Credo Apostólico estando o Ministro e o Povo de pé. Exceto nos dias em que for determinada a leitura do Credo Atanasiano.

Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; O qual foi concebido por obra do Espírito Santo, Nasceu da Virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, Foi crucificado, morto e sepultado; Desceu ao Hades; Ressuscitou dos mortos ao terceiro dia; Subiu ao céu, E está sentado à mão direita de Deus Pai Todo-Poderoso, De onde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; Na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém.

¶ E, em seguida, as seguintes orações, estando todos reverentemente ajoelhados. O Ministro iniciará dizendo:

¶ Ministro

O Senhor esteja convosco.

¶ Resposta

E com o teu espírito.

¶ Ministro: Oremos.

Senhor, tem misericórdia de nós. *Cristo, tem misericórdia de nós.* Senhor, tem misericórdia de nós.

¶ Então, o Ministro, os Clérigos e todo o Povo dirá a Oração do Senhor em alta voz:

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome, vem a nós o teu reino, seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, e não nos deixe cair em tentação, mas livrai-nos do mal. [Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.] Amém.

¶ Então, pondo-se de pé o Ministro, dirá:

¶ Ministro

Senhor, manifesta tua misericórdia sobre nós;

¶ Resposta

E concede-nos tua salvação.

¶ Ministro

Ó Senhor, salva aqueles que governam.

¶ Resposta

E ouve-nos com misericórdia, a nós que clamamos a ti.

¶ Ministro

Imbui teus ministros de retidão.

¶ Resposta

E dá alegria a teu povo escolhido.

¶ Ministro

Ó Senhor, salva teu povo.

¶ Resposta

E abençoa tua herança.

¶ Ministro

Dá paz em nosso tempo, ó Senhor,

¶ Resposta

Pois não há outro que lute por nós, senão tu, ó Deus.

¶ Ministro

Ó Senhor, torna puro dentro em nós os nossos corações;

¶ Resposta

E não removas de nós teu Espírito Santo.

Coleta do Dia

¶ Então seguir-se-ão três Coletas: primeiro, a do Dia, que será a mesma apontada para a Comunhão (pag: 47); a segunda, pela Paz, a terceira; pela Graça de bem viver. As duas últimas coletas jamais se alteram, mas serão ditas diariamente na Oração Matutina durante todo o ano, conforme se seguem, estando todos de joelhos.

Coleta do Dia

Segunda-feira após o 14º Domingo após a Trindade

Deus Todo-Poderoso e eterno, concede-nos o aumento da fé, esperança e caridade; para que possamos obter o que tu prometes, fazendo-nos amar o que tu ordenas, por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

A Segunda Coleta, pela Paz

Ó Deus, que és o autor da paz e amante da concórdia, em cujo conhecimento reside nossa vida eterna, cujo serviço é a perfeita liberdade, defende-nos, teus humildes servos, de todos os ataques de nossos inimigos, de modo que nós, firmemente confiados em tua defesa, não temamos o poder de quaisquer adversários. Pelo poder de Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

A Terceira Coleta, pela Graça

Ó Senhor, nosso Pai celestial, Deus Eterno e Todo-Poderoso, que nos trouxeste em segurança ao princípio deste dia; defende-nos nele com teu grande poder, e concede que hoje não caiamos em pecado, nem incorramos em qualquer perigo, mas que em todos os nossos afazeres, sendo orientados por tua direção, vivamos retamente à tua vista, por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Orações Adicionais

¶ Nos Coros e lugares onde eles cantam, segue-se o Hino. Então, seguem-se estas quatro Orações, a menos que se vá fazer a leitura da Litania. Neste caso, apenas as duas últimas serão lidas, conforme segue:

Uma Oração por Todos aqueles em Autoridade Civil.

Deus Todo-Poderoso, cujo reino é eterno e cujo poder é infinito: Tem misericórdia sobre toda esta terra, e assim governa os corações de todos os que têm autoridade, [especialmente —,] para que eles, reconhecendo de quem são ministros, busquem acima de tudo a tua honra e glória; e para que nós e todo o povo, devidamente considerando a autoridade que eles carregam, possamos honrá-los fiel e obedientemente, de acordo com a tua palavra e ordenança abençoada, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor, que contigo e com o Espírito Santo vive e reina, sendo um só Deus, por séculos sem fim. Amém.

Oração pelo Clero e Povo.

Deus Eterno e Todo-Poderoso, o único que operas maravilhas; envia sobre nossos Bispos e Ministros, e a todas as Congregações confiadas ao seu cuidado, o salutar Espírito da tua graça; e, de modo que possam ser verdadeiramente agradáveis a ti, derrama sobre eles continuamente o orvalho da tua bênção. Concede isto, ó Senhor, pela honra de nosso Advogado e Mediador: Jesus Cristo. Amém.

Oração de São Crisóstomo.

Deus Todo-Poderoso, que nos concedeste nesta ocasião a graça de elevarmos a ti nossa súplica comunitária, e que nos prometeste que, onde dois ou três estivessem reunidos em teu Nome, tu atenderias as suas petições. Concede agora, ó Senhor, os desejos e súplicas dos teus servos, conforme seja o melhor para eles, dando-nos neste mundo conhecimento da tua verdade, e no porvir, a vida eterna. Amém.

II Coríntios 13:14

A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam conosco para sempre. Amém.