Sentenças Introdutórias
Aceita as minhas palavras e os meus pensamentos, ó Deus, meu refúgio e meu protetor!
Manda a tua luz e a tua verdade, para que elas me ensinem o caminho.
Confissão e Absolvição
Então o Oficiante dirá:
Confessemos humildemente os nossos pecados a Deus Todo-poderoso.
Haverá um instante de silêncio, estando todos ajoelhados. Depois será dito pelo Oficiante e Povo:
Ó Deus Onipotente e Pai Misericordioso; temos errado e temo-nos apartado dos teus caminhos quais ovelhas desgarradas. Temos por demais seguido os caprichos e desejos de nossos corações. Pecamos contra as tuas santas leis. Deixamos de fazer o que devíamos ter feito. E temos feito o que não devíamos fazer. Nada há em nós que esteja são. Tu, porém, ó Senhor, tem misericórdia de nós, pobres pecadores. Perdoa, ó Deus, aos que confessam as suas culpas. Restaura os que são penitentes, segundo as tuas promessas declaradas ao gênero humano, em Cristo Jesus nosso Senhor. E concede por amor dele, ó Pai de misericórdia que de hoje em diante levemos vida sóbria, justa e pia. À glória do teu santo Nome. Amém.
O Oficiante, ainda ajoelhado, lerá uma das orações seguintes. Estando presente, porém, um Bispo ou Presbítero, deverá ser usada a Absolvição em lugar das orações abaixo:
Ó Senhor, suplicamos-te que escutes compassivo nossas orações, e perdoes a todos os que a ti confessam os seus pecados; para que aqueles que são acusados por suas consciências, sejam absolvidos por teu perdão; mediante Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Para ser usada unicamente pelo Bispo ou Presbítero:
Deus Onipotente, nosso Pai Celestial, que, por sua grande misericórdia, promete o perdão a todos quantos, com sincero arrependimento e viva fé, a Ele se convertem, vos perdoe e liberte de todos os vossos pecados, vos confirme e fortaleça em todo o bem, e vos preserve no caminho da vida eterna; mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
Invitatório
Então levantam-se todos.
Abre, ó Senhor, os nossos lábios.
E a nossa boca proclamará o teu louvor.
Glória a Deus nas alturas!
E na terra paz, boa-vontade entre os homens.
Louvemos ao Senhor.
Aleluia!
Nos dias abaixo indicados, logo antes do Venite ou Jubilate Deo poderá ser cantado ou dito:
Seguir-se-á o Venite ou o Jubilate, que poderão ser substituídos por qualquer hino de louvor.
Celebrai com júbilo ao SENHOR, ó moradores da terra: * servi ao SENHOR com alegria, e, cantando, vinde à sua presença. Sabei que o Eterno é Deus: foi ele quem nos formou e nós lhe pertencemos; * somos seu povo e rebanho que ele pastoreia. Vinde às suas portas bendizendo, e com hino aos átrios sagrados; * dai graças ao SENHOR, e bendizei seu Nome. Porque o SENHOR é benigno e eterna a sua misericórdia; * e sua fidelidade subsiste de geração em geração.
Glória ao Pai e ao Filho, e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, é agora e será sempre, por todos os séculos. Amém.
Salmos
Haverá, então, a leitura do Salmo ou de Salmos, após o que, será dito ou cantado o Glória Patri:
Salmo 45
1Com o coração vibrando de boas palavras recito os meus versos em honra ao rei; seja a minha língua como a pena de um hábil escritor.
2És dos homens o mais notável; derramou-se graça em teus lábios, visto que Deus te abençoou para sempre.
3Prende a espada à cintura, ó poderoso! Cobre-te de esplendor e majestade.
4Na tua majestade cavalga vitoriosamente pela verdade, pela misericórdia e pela justiça; que a tua mão direita realize feitos gloriosos.
5Tuas flechas afiadas atingem o coração dos inimigos do rei; debaixo dos teus pés caem nações.
6O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de justiça é o cetro do teu reino.
7Amas a justiça e odeias a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, escolheu-te dentre os teus companheiros ungindo-te com óleo de alegria.
8Todas as tuas vestes exalam aroma de mirra, aloés e cássia; nos palácios adornados de marfim ressoam os instrumentos de corda que te alegram.
9Filhas de reis estão entre as mulheres da tua corte; à tua direita está a noiva real enfeitada de ouro puro de Ofir.
10Ouça, ó filha, considere e incline os seus ouvidos: Esqueça o seu povo e a casa paterna.
11O rei foi cativado pela sua beleza; honre-o, pois ele é o seu senhor.
12A cidade de Tiro trará seus presentes; seus moradores mais ricos buscarão o seu favor.
13Cheia de esplendor está a princesa em seus aposentos, com vestes enfeitadas de ouro.
14Em roupas bordadas é conduzida ao rei, acompanhada de um cortejo de virgens; são levadas à tua presença.
15Com alegria e exultação são conduzidas ao palácio do rei.
16Os teus filhos ocuparão o trono dos teus pais; por toda a terra os farás príncipes.
17Perpetuarei a tua lembrança por todas as gerações; por isso as nações te louvarão para todo o sempre.
Glória ao Pai e ao Filho, * e ao Espírito Santo;
Como era no princípio, é agora e será sempre, * por todos os séculos. Amém.
Leitura da Palavra de Deus
Sentando-se todos, haverá, então, a leitura do Antigo e do Novo Testamento, sendo que uma delas poderá ser omitida.
As leituras serão anunciadas da seguinte maneira: A Palavra de Deus escrita no Livro (Epístola ou Evangelho) de Jó, capitulo 29, começando com o versículo 1-20.
Jó 29:1-20
1Jó prosseguiu sua fala:
2“Como tenho saudade dos meses que se passaram, dos dias em que Deus cuidava de mim,
3quando a sua lâmpada brilhava sobre a minha cabeça e por sua luz eu caminhava em meio às trevas!
4Como tenho saudade dos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus abençoava a minha casa,
5quando o Todo-poderoso ainda estava comigo e meus filhos estavam ao meu redor,
6quando as minhas veredas se embebiam em nata e a rocha me despejava torrentes de azeite.
7“Quando eu ia à porta da cidade e tomava assento na praça pública;
8quando, ao me verem, os jovens saíam do caminho, e os idosos ficavam em pé;
9os líderes se abstinham de falar e com a mão cobriam a boca.
10As vozes dos nobres silenciavam, e suas línguas colavam-se ao céu da boca.
11Todos os que me ouviam falavam bem de mim, e quem me via me elogiava,
12pois eu socorria o pobre que clamava por ajuda e o órfão que não tinha quem o ajudasse.
13O que estava à beira da morte me abençoava, e eu fazia regozijar-se o coração da viúva.
14A retidão era a minha roupa; a justiça era o meu manto e o meu turbante.
15Eu era os olhos do cego e os pés do aleijado.
16Eu era o pai dos necessitados e me interessava pela defesa de desconhecidos.
17Eu quebrava as presas dos ímpios e dos seus dentes arrancava as suas vítimas.
18“Eu pensava: Morrerei em casa, e os meus dias serão numerosos como os grãos de areia.
19Minhas raízes chegarão até as águas, e o orvalho passará a noite nos meus ramos.
20Minha glória se renovará em mim, e novo será o meu arco em minha mão.
No fim da leitura será dito.
Palavra do Senhor.
Demos graças a Deus.
Após cada leitura poder-se-á guardar uns instantes de silêncio; e a seguir será entoado ou dito um Cântico das páginas 42s ou um hino.
Bendito és tu, Senhor Deus de nossos pais; * digno de louvor e de glória para sempre. Bendito o santo Nome de tua Majestade; * digno de louvor e de glória para sempre. Bendito és tu no templo de tua santidade; * digno de louvor e de glória para sempre. Bendito és tu que sondas os abismos e presides acima dos Querubins; * digno de louvor e de glória para sempre. Bendito és tu sobre o glorioso trono do teu reino; * digno de louvor e de glória para sempre. Bendito és tu no firmamento dos céus; * digno de louvor e de glória para sempre.
Atos 14:1-18
1Em Icônio, Paulo e Barnabé, como de costume, foram à sinagoga judaica. Ali falaram de tal modo que veio a crer grande multidão de judeus e gentios.
2Mas os judeus que se tinham recusado a crer incitaram os gentios e irritaram-lhes o ânimo contra os irmãos.
3Paulo e Barnabé passaram bastante tempo ali, falando corajosamente do Senhor, que confirmava a mensagem de sua graça realizando sinais e maravilhas pelas mãos deles.
4O povo da cidade ficou dividido: alguns estavam a favor dos judeus, outros a favor dos apóstolos.
5Formou-se uma conspiração de gentios e judeus, com os seus líderes, para maltratá-los e apedrejá-los.
6Quando eles souberam disso, fugiram para as cidades licaônicas de Listra e Derbe, e seus arredores,
7onde continuaram a pregar as boas-novas.
8Em Listra havia um homem paralítico dos pés, aleijado desde o nascimento, que vivia ali sentado e nunca tinha andado.
9Ele ouvira Paulo falar. Quando Paulo olhou diretamente para ele e viu que o homem tinha fé para ser curado,
10disse em alta voz: “Levante-se! Fique em pé!” Com isso, o homem deu um salto e começou a andar.
11Ao ver o que Paulo fizera, a multidão começou a gritar em língua licaônica: “Os deuses desceram até nós em forma humana!”
12A Barnabé chamavam Zeus e a Paulo chamavam Hermes, porque era ele quem trazia a palavra.
13O sacerdote de Zeus, cujo templo ficava diante da cidade, trouxe bois e coroas de flores à porta da cidade, porque ele e a multidão queriam oferecer-lhes sacrifícios.
14Ouvindo isso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as roupas e correram para o meio da multidão, gritando:
15“Homens, por que vocês estão fazendo isso? Nós também somos humanos como vocês. Estamos trazendo boas-novas para vocês, dizendo que se afastem dessas coisas vãs e se voltem para o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há.
16No passado ele permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos.
17Contudo, Deus não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e um coração cheio de alegria”.
18Apesar dessas palavras, eles tiveram dificuldade para impedir que a multidão lhes oferecesse sacrifícios.
No fim da leitura será dito.
Palavra do Senhor.
Demos graças a Deus.
Após cada leitura poder-se-á guardar uns instantes de silêncio; e a seguir será entoado ou dito um Cântico das páginas 42s ou um hino.
Bendito o Senhor Deus de Israel * porque visitou e remiu ao seu povo; E nos suscitou um poderoso Salvador * na casa de Davi seu servo; Como falou desde o princípio, * pela boca dos seus santos Profetas. Para nos livrar dos nossos inimigos, * e da mão de todos os que nos aborrecem. Para usar de misericórdia para com nossos pais, * e lembrar-se do seu santo concerto; E do juramento que fez a Abraão, * nosso pai, De conceder-nos que, libertados da mão de nossos inimigos, * o servíssemos sem temor; Em santidade e justiça na sua presença, * todos os dias de nossa vida. E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, * porque hás de ir diante da face do Senhor, a preparar os seus caminhos; Para dar ao seu povo conhecimento da salvação, * na remissão dos seus pecados; Graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, * com que a aurora do alto nos visitou; Para alumiar os que estão em trevas e sombra de morte; * guiar nossos pés ao caminho da paz.
Seguir-se-á o Sermão, que deverá ser substituído pela leitura de trechos de livros autorizados, sempre que o Oficiante não tiver licença do Bispo para pregar sermões próprios. O Sermão, porém, poderá ser pregado após o ofício ou ser omitido.
Credo
Seguir-se-á o Credo dos Apóstolos, estando de pé o Oficiante e o Povo.
Creio em Deus Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra: E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor: o qual foi concebido por obra do Espírito Santo. Nasceu da Virgem Maria: padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto, e sepultado: desceu ao Hades; ressuscitou ao terceiro dia: subiu ao Céu, e está sentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso: donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo: na santa Igreja Católica: na Comunhão dos Santos: na remissão dos pecados: na ressurreição do corpo: e na Vida eterna. Amém.
Ou dirá a seguinte Paráfrase, desde que o Credo seja dito, ao menos, uma vez por semana:
Ofertório
Quando não for celebrada a Santa Eucaristia aqui poderá haver o levantamento das ofertas, após o que será dito ou cantado:
Tudo vem de ti, Senhor, e do quê é teu to damos. Amém.
Orações
Será dito então:
O Senhor seja convosco
Seja também contigo
Oremos
Pai nosso, que estás nos céus, Santificado seja o teu Nome, Venha o teu Reino, Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas, Assim como nós também perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, Mas livra-nos do mal; Pois teu é o Reino, e o poder, e a glória para sempre. Amém.
Será dita uma das seguintes orações:
Ó Senhor, mostra-nos a tua misericórdia.
E concede-nos a tua salvação.
Reveste de santidade os teus ministros.
E cante o teu povo de alegria.
Derrama paz sobre o mundo inteiro.
Pois só em ti podemos viver em segurança.
Guarda a Nação sob os teus cuidados.
E guia-nos pelos caminhos da justiça e da verdade.
Sejam teus mandamentos conhecidos em toda a terra.
E vivam as nações em harmonia.
Não sejam os necessitados esquecidos.
Nem se apague a esperança dos pobres.
Cria em nós um coração novo.
E sustenta-nos com teu Espírito Santo.
Será dita a Coleta do Dia e da Quadra, quando houver.
Coleta do Dia
Terça-feira após o 14º Domingo no Tempo Comum
Concede-nos, Senhor, que confiemos em Ti com todo o nosso coração, porque assim como Tu resistes aos orgulhosos, que se vangloriam de sua própria força, também nunca abandonas os que exaltam a tua misericórdia; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.
Coletas Gerais
Então, serão feitas algumas das orações que seguem, e que poderão ser substituídas por orações extemporâneas, a cargo de pessoas da congregação. Também poderão ser dados pelo Oficiante tópicos para orações, seguidos de orações silenciosas.
Quando, porém, se desejar unir o presente ofício ao da Santa Comunhão, passar-se-á daqui diretamente para o Ofertório.
Pela Paz
Ó Deus, que és o autor da paz, a quem conhecer é possuir a vida eterna e a quem servir é reinar, conserva sob tua proteção os que humildes invocam teu nome, a fim de que, confiados em teu amparo, jamais temamos as forças do mal; mediante o poder de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
Ação de Graças Geral
Para ser dita conjuntamente pela Congregação e pelo Oficiante:
Onipotente Deus, Pai de toda a misericórdia, nós, teus indignos servos, rendemos-te os mais humildes e sinceros agradecimentos por toda a tua benevolência e carinhosa bondade para conosco e para com todos. Nós te bendizemos por nossa criação, preservação e por todas as bênçãos desta vida; principalmente por teu inestimável amor na redenção do mundo por nosso Senhor Jesus Cristo, pelos meios de graça e esperança da glória. A Ti rogamos nos concedas tal apreciação de tuas misericórdias, que nossos corações exultem de sincera gratidão, e, que, proclamemos teus louvores não somente com os nossos lábios, mas com as nossas vidas, entregando-nos inteiramente ao teu serviço, e andando na tua presença em santidade e retidão todos os nossos dias. Por Jesus Cristo nosso Senhor, a quem contigo e o Espírito Santo, seja toda a honra e glória, por séculos sem fim. Amém.
Oração de São João Crisóstomo
Deus Todo-poderoso, que nos deste hoje a graça de, concordemente reunidos, te dirigirmos as nossas preces prometendo que, onde se congregassem dois ou três em Teu Nome, atenderias aos seus rogos; cumpre agora, ó Senhor, os desejos e orações de teus servos, segundo a estes mais convier, concedendo-nos neste mundo conhecimento da tua verdade e, no vindouro a vida eterna. Amém.
Conclusão
A Graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos nós para sempre. Amém.
Se o sermão for proferido depois da leitura do ofício, haverá orações finais seguidas de uma das fórmulas de encerramento. Estando, porém, presente um Bispo ou Presbítero o povo será despedido com uma Bênção.